quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

PRECE DE AGRADECIMENTO



Obrigado, meu Deus,pela fé que me sustenta,
Pelos amigos que fiz
E continuo fazendo.
Obrigado, meu Deus,Pelas bençãos de Ogum,
Pela proteção de Iemanjá,pelo amor de Oxum.
Obrigado, meu Deus,
Pela força de Iansã,
Pela retidão de Xangô,
Pelo colo de Nanã.
Obrigado, meu Deus,
Pelo equilíbrio de Oxosse,
Pelas curas de Omulu,
pelas cores de Oxumarê.
Obrigado, meu Deus,
Pelas folhas de Ossãe,
Pelas Crianças que enchem
de alegria nossos Terreiros,
Pela amizade dos Boiadeiros.
Obrigado meu Deus,
Pela humildade dos Pretos-Velhos,
Pelas Almas Santas e Benditas,
Pela cumplicidade de Exu e Pomba Gira.
Obrigado, meu Deus,
por fazer de mim um instrumento da Tua vitória

Que assim seja!

domingo, 8 de dezembro de 2013

A dança dos orixás

De vez em quando vejo vídeos de dança como estes... Um famoso filósofo, chamado Nietzsche, falou que não acreditaria em um deus que não dançasse. Acho que sou da mesma opnião... A dança é uma forma deles transmitirem seu axé, mexendo com as energias que eles manipulam e que também contam um pouco de sua história. Ex: Vejam Iansã, percebam como ela é rápida, agitada, elétrica, vai pra lá e pra cá, sempre muito precisa nos movimentos e neste vídeo, a moça que dança como Iansã escolheu dançar com um iruquerê, que é um artefato feito com pelo de búfalo que serve para comandar os eguns com que trabalha. Então, percebemos realmente uma rainha dos raios, dos ventos e que comanda eguns. Outra coisa legal e imperdível é a dança dela com Xangô, que foi seu segundo esposo. Legal, né?





Obs: Aqui ninguém dança incorporado. É uma apresentação coreografada de dançarinos que escolheram a dança dos orixás em um show que mostrou a nossa brasilidade. De toda a forma, vale a pena conferir.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Maria e Iemanjá







Sendo o orixá Iemanjá considerado arquétipo na etnia iorubá, tendo em sua origem a função de Mãe das águas doces, dado o seu povo viver às margens do rio Obá, com o transporte dos negros para o Brasil, em maior número para a Bahia, passaram a viver na orla marítima, tornando-se, mais tarde, pescadores. O mar passou a ser para eles a grande Mãe e a figura de Iemanjá, e, em homenagem a esta, o bonito ritual marítimo das procissões com embarcações ornamentadas, as flores lançadas ao mar, a entrada nas águas, os votos etc. Ao mesmo tempo, presidindo a frota engalanada, o barco-chefe, enfeitadíssimo, conduzindo o andor com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, aclamada com cânticos da Igreja, aplausos e fogos. Esse comportamento popularmente espontâneo é o que leva muitos antropólogos e estudiosos a tecerem infinitas explicações, os escritores a exporem seus conceitos e a imaginação popular a criar lendárias fantasias e saborosas interpretações.

Elias Leite

[Leite, Elias. Maria e Iemanjá no sincretismo afro-brasiuleiro (simbiose e arquétipo). São Paulo: Editora Ave-Maria, 2003, p. 33.]

O conhecido imbricamento entre a religião católica e as tradições religiosas trazidas para o Brasil pelos escravos africanos tem sido motivo para alentados estudos acadêmicos ao longo de décadas. O assunto tem se revelado um campo fértil para antropólogos, sociólogos, psicólogos e outros profissionais da área das ciências humanas. Dentre os muitos aspectos evidenciados, um dos que mais desperta a atenção dos estudiosos diz respeito a duas das figuras mais reverenciadas pelo católicos e pelos praticantes dos cultos afro-brasileiros: Nossa Senhora e Iemanjá. É deste tema que trata o livro Maria e Iemanjá no sincretismo afro-brasileiro, escrito por Elias Leite.

Tendo como referência a religião Católica, a Umbanda e o Candomblé, o autor aborda as interrelações entre Nossa Senhora e Iemanjá.




Iemanjá

Ao estabelecer as diferenças entre uma e outra, afirma o autor a propósito de Iemanjá: Iemanjá lembra a figura de Ninfa, mostra-se como ser que vive no fundo dos mares, e, para comunicar-se com os seres humanos, aparece como desaparece em figura de mulher e é tida como Sereia do Mar, Mãe-Sereia, (a Uyara, brasílica), mora nas águas e na terra, e como Mãe das águas é conhecida e invocada (p. 81).




Nossa Senhora da Conceição

Quanto a Nossa Senhora, escreve: Já a figura de Maria, por todos os aspectos, é terrestre, humana e mística, com a missão definida de Mãe, por ação divina, segundo a fé teológica, e cooperante no mistério salvífico de Cristo, o Filho de Deus (p. 81).
]



Prosseguindo, estabelece algumas diferenças entre uma e outra: A diferença é fundamentalmente doutrinal e efetiva. Uma atua com seres humanos configurados com a Natureza – Água – Terra. A outra (Maria) se relaciona com seres humanos na Terra, em direção escatológica no processo salvífico, rumo ao céu. Daí a habitual exclamação popular: “Nossa Mãe do Céu!”ou “Mãe do Céu!” (p. 81).


Nossa Senhora das Graças



Algumas similaridades, porém, podem ser facilmente identificadas entre as duas divindades: A conhecida imagem de Iemanjá cultuada nos Terreiros e encontrada nas lojas de objetos de culto do Candomblé e Umbanda, parece inspirada nas imagens católicas de Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora das Graças. O aspecto tem algumas afinidades. As cores branca-azul, cabelos longos caídos sobre os ombros, rosto de mulher branca, veste estilo ocidental. A estampa oficial, pela pintura, os mesmos traços que a imagem, porém mais perfeitos, com o detalhe da fusão da orla da veste com as águas do mar. Bem simbólico. A imagem, como a estampa, traz na fronte um diadema de rainha, encimado por uma estrela. Faz lembrar, no conjunto, a invocação mariana a que já nos referimos – a Stella Maris. Rainha e Estrela do Mar. Representação sincrética (p. 88).


Uma das conclusões de Elias Leite, para mim em nada surpreendente ou estranha, pode, no entanto, desagradar alguns católicos mais puristas ou ortodoxos, que não se convenceram ainda de que a peculiaridade de nossa religiosidade exige que se admita como lícito a qualquer brasileiro cultuar simultaneamente Maria e Iemanjá sem que veja nisso qualquer contradição ou experimente qualquer sensação de estranheza:

Entre católicos desavisados encontram-se muitos ligados por certa empatia à figura de Iemanjá, não tanto pelo magnetismo da magia feminina (mãe) e seus poderes, mas, propriamente, pela configuração com Maria Mãe de Jesus, em toda a sua fascinante atração espiritual (p. 77).



Texto: http://blog.opovo.com.br/sincronicidade/maria-e-iemanja/



Vale também lembrar de Nossa Senhora dos Navegantes, que não fala neste texto. Arrumei outro texto que explica quem é Nossa Senhora dos Navegantes. Confiram:

Quem é Nossa Senhora dos Navegantes (Candeias*)?



Comemoração: 2 de fevereiro

A designação Nossa Senhora dos Navegantes, originou-se no século XV, com a navegação dos europeus, especialmente dos portugueses. Aqueles que viajavam, pediam proteção a Nossa Senhora, para retornarem salvos à pátria.O simbolismo da mulher corajosa e orientadora dos viajantes, fez com que Maria fosse vista como uma eterna vencedora dos inimigos das tempestades. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado com uma grande procissão fluvial no Brasil.

A festa de Nossa Senhora das Candeias é comemorada desde o século IV, substituindo os ritos pré-cristãos da fertilidade.

Fonte: Orixás - um estudo sobre os deuses do candomblé e Virgem Maria, a Rainha dos Anjos, de Monica Buonfiglio



OBS: Só lembrando, não existem diversas Nossas Senhoras, pois Nossa Senhora é só uma, a Mãe de Jesus. O que existem são localidades aonde Ela apareceu para seus fiéis ou qualidades Dela que se transformam em uma crença e depois viraram mais um jeito de cultuá-la. Então, Nossa Senhora da Conceição é a mesma Nossa Senhora da Aparecida. Sabem porque? O nome desta santa completo é Nossa Senhora da Conceição Aparecida e existe uma bela história a cerca dela que foi uma imagem de Nossa Senhora da Conceição que foi achada em Aparecida, cidade de São Paulo, há muito tempo atrás... Então, Oxum pega uma qualidade e uma fé de Maria e Iemanjá pega uma outra qualidade e fé.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

DOENÇA GRAVE NA INFÂNCIA



Qual o significado ou propósito espiritual de uma criança desenvolver uma doença grave ainda em tenra infância? Há três explicações mais gerais para isso: Em primeiro lugar, essa criança pode ter vindo com um forte karma de vidas passadas que a obriga a desenvolver uma séria doença logo na infância. Esse karma negativo de vidas passadas pode ser a expressão de alguma falta cometida contra outrem que, na vida atual, se manifesta enquanto doença. Todo karma tem como propósito maior o desenvolvimento espiritual da alma. A pessoa é obrigada a passar pela mesma situação que ela provocou em outros, e dessa forma, ela pode sentir diretamente seus erros e buscar melhorar-se. Em segundo lugar, pode ser que a criança enferma não tenha esse karma de vidas passadas, mas sim que ela tenha pedido, no plano espiritual antes de nascer, para vir com ao mundo com a doença, pois passando por isso ela pode aprender mais rapidamente, e desenvolver uma série de virtudes espirituais que, sem a doença, demoraria muito mais. A doença, a dor e o sofrimento podem contribuir para um adiantamento espiritual e para uma purificação mais rápida. É como tomar uma vacina na infância. Dói muito; a criança não aceita, grita, esperneia, mas o resultado é que a vacina, apesar da dor que provoca, imuniza nosso espírito. Assim, fica claro que nem todo sofrimento que passamos tem origem num karma de vidas passadas. Boa parte das vezes é a própria alma que escolheu atravessar uma dura provação para desenvolver-se mais rapidamente como espírito. Há uma frase Sufi que diz "Enquanto o corpo chora pelo que perdeu, o espírito se ri pelo que encontrou". Em terceiro lugar, ela pode ter vindo com essa missão, mas a provação pode não ser dela, criança, mas dos seus pais. Nesse caso, o espírito pode vir ao mundo com a missão de ter uma vida curta que sirva de provação aos pais, ou seja, uma provação que ajude seus pais a se desenvolverem mais rapidamente, e a transmutarem mais rapidamente algum karma que tenham. Neste caso, a criança se faz o instrumento do karma dos pais, e com isso, o espírito da criança também se adianta espiritualmente. Autor: Hugo Lapa

De: Espiritualidade para todos

sábado, 23 de novembro de 2013

Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos


1 - Disciplinar os próprios impulsos.

2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.

5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6 - Evitar as conversações inúteis.

7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.

8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Oração dos doze Ministros de Xangô



Salve São Jerônimo, São João e São José!
Saravá, oh poderoso Pai Xangô!
Saravá os Doze ministros de Xangô!
Saravá meu pai Xangô e seus doze ministros da sua corte , grande Orixá,rei da justiça.
Senhor do trovão raiado olhai por mim no poder desta reza.
Xângô poderoso, pai bondoso, mas justiceiro, peço aos teus Doze Ministros por mim, para que me absolva no seu grande tribunal do céu e da terra.
Doze pedras sustentam tua coroa no mais alto dos penhascos, que pai Zambi te deu.
Olhai por mim, meu pai.
Tu és um Ser de Luz, um orixá que reina no céu e na terra como: Senhor Kaô, senhor Bá, Senhor Doju, Senhor Alafim, Senhor Agodô, Senhor Ajacá, Senhor Afunjá, Senhor Abomi, Senhor Sambará, Senhor Aganju, Senhor Airá e Senhor Baru.
Estas são tuas faces, que olham os teus filhos nesta terra de dor e de aflição.
Olha por mim meu pai, e seus Doze Ministros sempre a meu lado e a meu favor.
Doze Ministros, Doze coroas, Doze meses do ano eu vencerei e vencerá quem estiver ao meu lado, pois assim,o meu pai,o senhor Xangô ,quer.
Ao 1º Ministro Abiódún, Eu peço pela minha saúde
Ao 2º Ministro Onikôvi, Eu peço vitória em tudo que eu queira e mereça.
Ao 3º Ministro Onanxókún, Eu peço perdão pelas minhas faltas
Ao 4º Ministro Obá Telá, Eu peço Amor, e que ele nunca me falte, que eu possa também dar a quem não tem.
Ao 5º Ministro Olugban, Eu peço justiça e que ela seja feita conforme sua vontade
Ao 6º Ministro Aresá, Eu peço coragem na luta , e nunca fugir dela.
Ao 7º Ministro Arê Otún, Eu peço sabedoria nas decisões.;
Ao 8º Ministro Otun-Onikôi, Eu peço autoridade para mandar pra longe de mim os inimigos.
Ao 9 Ministro Otun-Onanxókún, Eu peço fartura na minha vida e na minha casa.
Ao 10º Ministro Nfó, Eu peço verdade a qualquer custo.
Ao 11º Ministro Ossi-Onikôyi, Eu peço união com os meus e a todos que estejam do meu lado.
Ao 12º Ministro Fkô-Kabá, Eu peço a Misericórdia de Xangô, pois essa é a reza de invocação aos doze ministros .
E com esta reza eu estarei protegido, estarei guardado pelo poder, pela Luz e pela Glória do senhor da Justiça.

Kaô Cabecile! Meu Pai Xangô. 
Que assim seja! E para sempre seja louvado!

Boa Noite, Pai.


Termina o dia e a Ti entrego o meu cansaço.
Obrigado por tudo e perdão.
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos.
Pela alegria que vi no rosto das crianças.
Obrigado pelo exemplo que recebi dos outros.
Obrigado também pelo que me fez sofrer ...
Obrigado, porque naquele momento de desânimo
Me lembrei de que Tu és meu Pai.
Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida,
Pelo meu desejo de superação.
Obrigado Pai, porque me deste uma mãe
Compreensiva e carinhosa.
Perdão também, Senhor ...
Perdão por meu rosto carrancudo.
Perdão porque me esqueci de que não sou filho único,
Mas irmãos de muitos.
Perdão Pai, pela falta de colaboração,
Pela ausência de espírito de servir.
Perdão porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto.
Perdão por ter aprisionado em mim a Tua mensagem de Amor.
Perdão porque não estive disposto a dizer "sim", como Maria.
Perdão por aqueles que deveriam pedir-Te perdão
E não se decidem a fazê-lo.
Perdoa-me Pai, e abençoa meus propósitos para o dia de amanhã.
Que ao despertar, me domine um novo entusiasmo.
Que o dia de amanhã seja um contínuo "sim", numa vida consciente.

Boa noite Pai, até amanhã.